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09 junho 2010

Alberto Afonso - Caminho sem Rimas

Alberto Afonso Landa Camargo, este introspectivo poeta e contista, escreve desde cedo e certamente adquiriu este hábito de seu saudoso avô Alberto Fernandez de Landa, uma pessoa que pouco conheceu, dado que faleceu quando tinha por volta de três ou quatro anos, mas que era dotado de invulgar cultura adquirida desde os tempos em que frequentou o seminário para formar-se padre e depois deixar a batina para casar com sua avó Esther Escobar de Landa.
O Padre Landa, como era conhecido o seu avô, era um homem invulgar. Além de poeta era músico e passava horas no seu piano tocando e compondo obras que, tal como seus poemas, infelizmente perderam-se e nunca se conseguiu recuperar nada. Contava a avó Esther, que os originais de seus poemas foram entregues a um amigo do Rio de Janeiro que os levou para ver da possibilidade de publicá-los e nunca mais deu notícias.
Foi talvez pela herança genética do avô, que Alberto Afonso iniciou-se na poesia, quando seguidamente era chamado a reproduzir seus versos nos álbuns de recordações de algumas menininhas, que se encantavam pela forma adolescente com que os cantos fluíam dizendo ora do amor, ora da saudade, ora dos encantos de alguma amada anônima que poderia ser qualquer uma delas. Lembranças que ainda habitam o adulto de hoje que nunca deixou de voltar ao passado nos sonhos que reproduz na sua poética.
Nascido na pacata e acolhedora Santiago, pequena cidade da Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul onde viveu até os dezoito anos, morou em inúmeras cidades deste Estado, consequência da profissão que abraçou quando decidiu ser oficial da Brigada Militar. Uma confirmação de que as agruras da atividade policial, com seus constantes embates contra o crime e o manuseio de instrumentos que a caracterizam, não são incompatíveis com a sensibilidade que faz o poeta. Aliás, sensibilidade que acabou superando o policial, pois enquanto aquela persiste na poesia e na arte de contar histórias, o policial já há dez anos arrefeceu seu ímpeto pelo merecido descanso depois de ter trabalhado por trinta e cinco anos na atividade.
Alberto Afonso é, também, o atual presidente da Academia Brigadiana de Letras (ABRIL), na qual milita desde 2006 quando, juntamente com outros irmãos de profissão e de letras, ajudou a fundá-la com a finalidade de cultuar da Língua Nacional e os valores culturais brigadianos das letras, da história e das artes.
Licenciado em Letras e Filosofia, é também bacharel em Direito. Já publicou dois livros, um de contos humorísticos intitulado “Política & polícia da Terrinha” e outro de contos intitulado “O louco, o tempo e outras estranhezas”. Além disto, participou de várias antologias e tem vários artigos e trabalhos publicados em jornais e revistas.

Blog de Poesias: Caminho Sem Rimas

Site de assuntos técnicos e críticos da atividade policial: Polícia e Segurança

Um comentário:

JÔ MENDONÇA ALCOFORADO disse...

CONVITE PARA ANTOLOGIA INTERNACIONAL
BRASILEIROS EM VERSO E PROSA
PARTICIPE VOCê E SUA OBRA VISTA NO EXTERIOR
ESCRITORES E POETAS PARTICIPEM DO PROJETO INTERNACIONAL DE INTERCÂMBIO CULTURAL O SEU NOME E SUA OBRA SERÁ DIVULGADA EM VÁRIOS PAÍSES

O projeto é aberto a todos os ESCRITORES E POETAS brasileiros e portugueses, natos ou naturalizados, que queiram fazer parte do projeto de intercâmbio entre os países registrando seu nome com uma obra de sua autoria publicada em livro de sua autoria (poesia, conto ou crônica) inédita ou não, com no máximo 30 linhas (poesias) ou 25 linhas (contos/crônicas/ensaios) com título. Cada autor pode participar (apenas com uma obra por categoria).

ara participar, o autor deve enviar para o e-mail:
intercambioculturalentrepaises@yahoo.com.br
se lhe interessar e envio o regulamento para sua participação.